ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 565 - 24/11/2009
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O leitor escreve: Espetaculismo e falta de vergonha - semanários no picadeiro da notícia
Postado por Alceu Nader em 8/8/2005 às 9:05:44 PM
 
 
A crise política que o Brasil hoje enfrenta remete a momentos recentes da história brasileira em que vivíamos outras crises motivadas por escândalos muito semelhantes aos atuais.

Em 13 de maio de 1997, o jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de S.Paulo, iniciou uma série de reportagens/matérias que ganharia o Prêmio Esso daquele ano, batizada “O Mercado do Voto”.  O tema: a compra de votos para a aprovação da emenda da reeleição do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), cuja base de apoio abrangia o PFL, o PMDB, o PTB (este praticamente durante os dois mandatos do ex-presidente), o então PPB (hoje PP, ao menos no apoio dito “programático”, como a minirreforma da Previdência e a reforma administrativa sob a égide de FHC), entre outros. A síntese: dois deputados do PFL (quem diria, justo o PFL de Rodrigo Maia, Onyx Lorenzonni, ACM Neto...) do Acre, João Maia e Ronivon Santiago, teriam confessado, inclusive em conversas gravadas com um misterioso e até hoje anônimo “Senhor X”, que haviam recebido a módica quantia de R$ 200 mil reais para votarem a favor da emenda constitucional que permitiria a reeleição do então primeiro mandatário. Segundo eles, teriam participado ativamente das negociações o Ministro das Comunicações Sérgio Motta, principal articulador político de FHC e de seu partido, o PSDB, com o Congresso, além do governador do estado do Acre, Orleir Camelli, então sem partido, e do governador do estado do Amazonas, Amazonino Mendes (também do PFL!).

Além do dinheiro, pago em duas parcelas, houve suspeita de negociações de cargos com outros partidos (como, por exemplo, o deputado Íris Rezende, do PMDB, nomeado ministro da Justiça após votar a favor da reeleição, mesmo tendo se mostrado, ele e vários outros deputados de Goiás sob sua liderança, contrário ao projeto durante sua tramitação), liberação de verbas e concessões de rádio e TV em troca de apoio no Legislativo  etc. Até hoje, não se investigou a origem do dinheiro que gerou o negócio – assumidamente verdadeiro até para o PFL, que expulsou os dois deputados confessionários em rito sumário, após à divulgação das gravações no jornal Folha de S. Paulo.

Dois dos mais importantes semanários do país, as revistas Veja e Istoé, não gastaram manchetes com o caso. De 13 de maio de 1997 até dois meses adiante, acessando o sítio eletrônico das revistas, podemos encontrar as seguintes capas/manchetes:

   Veja

"O Grande amor de Juscelino” “Reeleição”
"Da cervejinha ao alcoolismo" “A arrancada de Guga”
14/05/1997 21/05/1997 28/05/1997 11/06/1997*  
 

“As ações fazem a festa”


“O quente do inverno”

“Evangélicos” 


“A Ressureição de Che”
18/06/1997  25/06/1997   02/07/1997       09/07/1997 


“O centro da explosão”


“O Misterioso Leonardo”


“Sem tempo para os filhos”


“O liberal linha-dura”
  16/07/1997 23/07/1997 30/07/1997  06/08/1997

Istoé
     

“Vícios da Mulher”


"Deputados comprados vieram com defeito"

“Curandeiros”

“O Amor que destrói”
14/05/1997       21/05/1997       28/05/1997       04/06/1997      

“A vida antes da fama”

“FHC abre o jogo”


“Os 50 anos do ET- Realidade ou ficção?”

“Sou gay e daí?”
11/06/1997 18/06/1997 25/06/1997 02/07/1997


“Como se fabrica uma modelo”

“Cazuza”

“Procura-se”


“E o país pega fogo”
09/07/1997 16/07/1997 23/07/1997 30/07/1997

Em Veja, a única manchete referente ao escândalo da compra de votos para a reeleição é discreta: um close de Serjão (falecido) – acusado de ser o operador do esquema –  com a singela frase “Reeleição” abaixo, sem tornar evidente a matéria remitida pela capa.
Mais importante a discussão do fenômeno Guga, ou o acidente com um avião (que tomou duas capas, duas semanas seguidas), os elogios a uma então “eminência parda” da política econômica tucana, Gustavo Franco – que, depois de se desligar do governo, virou colunista da revista – ou a moda do inverno de 1997. Orleir Cameli, Amazonino Mendes, João Maia, Ronivon, Zilá Bezerra, Chicão Brígido e Osmir Lima não devem ser tão fotogênicos quanto Roberto Jefferson, José Dirceu, Marcos Valério...


Na Istoé, também nenhuma menção clara a compra de votos em dois meses. Cite-se que uma das edições colocou como capa a utilização do escândalo por um programa humorístico da TV, outra em que se remete a uma entrevista de FHC – defesa clara -, e nada  mais. Relevantíssimos os assuntos sobre os curandeiros, sobre as modelos, os etês...
Talvez “descolados” pela moda do espetáculo midiático, pelo potencial de vendagem de uma notícia que veicule um escândalo político, por interesses escusos e misteriosos defendidos pelos respectivos corpos editoriais, Veja e Istoé parecem ter mudado. Senão, comparemos as capas das revistas dos três últimos meses:

Veja

Istoé

A revista Istoé  demorou mais a se integrar ao circo da notícia, ao denuncismo pífio e pouco esclarecedor, que não colabora para que os cidadãos enxerguem de que maneira funcionam as instituições consideradas democráticas, claramente esgotadas e superadas, baseadas em eleições periódicas que apregoam lampejos de civismo inexistente, apelando para uma “patriotada” barata e pseudo-ufanista, apegando-se a argumentos fúteis e vazios. Talvez tenha válida somente a expectativa de vendagem e o aumento publicitário, senão também a curiosa atuação de um dos repórteres da publicação siamesa – Istoé Dinheiro, e seu envolvimento com a honestíssima secretária Fernanda Karina Somaggio.

Já a Veja, indiscutivelmente, vai além disso. A impressão que se tem quando se efetua a comparação da linha editorial da revista em vários momentos de crise distintos, dependendo dos protagonistas, é que o modelo atual é defendido com unhas e dentes. Além disso, nota-se, se comparando os dois episódios – a compra de votos de FHC e a compra de votos do PT -, um posicionamento político cristalino dos responsáveis pela linha editorial da revista, em defesa de alguns setores e alguns grupos no país. É nítido e óbvio o desejo de desconstruir e desestabilizar um partido – no caso, o da situação – para beneficiar outros que hoje estão na oposição – e que têm um vasto histórico, nos mesmos moldes do hoje PT governista e de oito anos de PSDB, de Partidos do Fisiologismo Livre.

Não se trata aqui, evidentemente, de defesa destes ou daqueles partidos ou grupos políticos; trata-se, isso sim, de exigir que o uso do poder da informação sirva para esclarecer os leitores, o público, de como efetivamente se desenvolve a dita democracia representativa não só neste momento e não só neste país, mas de resto em toda a chamada civilização ocidental. Para isso, Istoé e principalmente Veja têm nas mãos, assim como tantos outros órgãos de imprensa, um poderoso instrumento: a voz, ainda que escrita e não falada. Mais do que isso, a Veja têm leitores cativos que usam da revista como único meio de informação, além de rápidos excertos de rádio e TV, para posicionar-se a respeito do país e do mundo. Por tal razão, seria fundamental o resgate de outros episódios da história brasileira recente, independente dos nomes que tenham os bois, para mostrar apenas e tão somente que a o sistema político, o modelo democrático-representativo que vigora no país facilita e torna IMPRESCINDÍVEL que a corrupção granjeie. Entretanto, a revista usa de sua impressionante capacidade de influenciar (e de maneira muitas vezes decisiva) a opinião pública para desestabilizar um único partido político, um único grupo de pessoas, isentando todos os outros que ao longo dos últimos anos mostraram, por conveniência ou por necessidade, agiram exatamente do mesmo modo como age o partido situacionista do momento.

Não bastasse isso, o uso de expedientes como a colaboração de “arapongas” ou ex-“arapongas” da chamada Inteligência brasileira (SNI ou Abin) mancha ainda mais a reputação jornalística da publicação, e torna quase evidente que muitos interesses são defendidos na página da revista (que não são de interesse público) além doa mera função de informar com qualidade e isenção – palavra esta que não deve fazer parte do “manual de redação” da revista.

Resta aos leitores a missão de ler as entrelinhas nas páginas de Veja, gravar muito bem o nome dos repórteres que assinam as matérias e, como necessário com qualquer outra publicação, não permitir que haja um pensamento único, direcionado, motivado por interesses espúrios e restritos a pequenos setores ou ainda por motivações mercadológicas, de vendagem, publicitários, que se apegam ao espetaculismo e a “onda” do momento para fazer da informação e da notícia um circo, no qual os dois semanários tomam o picadeiro com a função de mestres-de-cerimônia. Mas, quem quiser enxergar, verá o verdadeiro papel: o de palhaços.

Sérgio Luiz do Prado
Professor da rede pública
Comentários (17)
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Joao Maria  Fernandes, Professor (Ibiporã/PR)
Enviado em 20/8/2005 às 7:37:20 PM
ESPETACULISMO DE VEJA
Além de Veja, gostaria de colocar minha impressao a respeito das noticias na TV. A Bandeirantes no jornal do Carlos Nascimento ( Ex-Rede Globo) que "não sei por que saiu de lá e foi para a BAND", desconfio, apresenta sempre uma foto do presidente Lula pra baixo, enquanto na Globo JN, o apresenta numa foto com altivez. nos debates da Band os jornalistas deixam muito claro que já escolheram seu próximo candidato a presidente e já deram o veredicto ao Presidente Lula. quando o entrevistado é alguem que ataca o governo, eles quase nao tem perguntas, e até fazem confirmaçoes. quando é o contrário, procuram por todos meios e de forma um pouco truculenta tentar confundir o entrevistado, colocando palavras na sua boca. acho que isso é vergonhoso para um meio de comunicaçao do porte da BAND. Ainda nao deu para perceber a que veio o SBT jornal com a Padrão, mas da para desconfiar. num momento como este o SBT, que ja teve um excelente jornal, volta a tona. que bom que temos pelo menos 5 telejornais em nivel nacional, assim podemos compara-los. SBT e BAND ao mesmo tempo, JN e Record quase ao mesmo tempo e CNT um pouco mais tarde. Mas haja paciencia!!!!! que bom que voces tem coragem de promover um mecanismo pelo menos para uma autoavaliaçao da imprensa. parabens. sobre o afastamento ou nao do presidente, penso que o Congresso, especialmente a Camara dos Deputados nao tem moral nenhuma para faze-lo nem credibilidade. hoje temos pessoas posando de santos. porque nenhum meio fala a respeito desses "SANTOS" do pau-oco. o Ebraim Abaquel relator de CPI?!!!!, o sr Álvaro Dias, mas parece um "SR MORALIDADE", demagogo. o Magalhaes Neto, deve ter esquecido da renúncia o VOVô MALVADEZA.... e por aí afora...... como gostaria que a política fosse mais bem representada, como temos muitos que a honram no que ela tem de bonito. tenho medo de pegar nojo da política. de alguns políticos ja o tenho, infelizmente....
Sérgio  Guerra, Desempregado (SBC/SP)
Enviado em 11/8/2005 às 1:17:00 PM
Alex !!! O bom samaritano ???
Alex, muito bom...Você esta de parabéns. Tem um ótimo vocabulário. Roda, roda, roda e no final chega defendendo os Bicudos ( tucanos ) fazendo criticas ao artigo do Sérgio. Você é um ultra conservador. E pensa que não é !!! Ao passo que o artigo do Sérgio é ponderado é mostra fatos. A unica diferença é que no governo LULA houve CPI. (Não concordo com nada que esta ocrrendo). Mas o fato é que fatos piores aconteceram no Governo FHC. Bem articulado você é...escreve bem, pondera, tenta seduzir o leitor em argumentos. Porém você não defende o Brasil !!! Defende os Bicudos !!! Passar o Brasil a limpo é mostrar que a podridão de hoje vem de longe...Não adianta agora ficarmos defendendo esse ou aquele partido como se fosse um time de futebol. Chega de falsos intelectuais !!! Saudações a todos e cuidado com o canto da sereia !!!
Alex  Silva, Técnico em Processamento de Dados (São Paulo/SP)
Enviado em 11/8/2005 às 10:48:19 AM
Ai, ai, ai
Eu respondi para o Zé das Covi, professor.
Alex  Silva, Técnico em Processamento de Dados (São Paulo/SP)
Enviado em 11/8/2005 às 10:41:02 AM
Continuemos... (parte II)
Sr. Rene, i) Tremor de peso intelectual? Ah, ah, ah... Estou muito amedrontado mesmo. Mas por quê será que o professor Sérgio se deu ao trabalho de dar duas respostas para o mocorongo aqui? ii) Não estou procurando vitórias. Só estou debatendo idéias. Se para os leitores eu perdi ou ganhei o debate, isso não me afeta. iii) AES: o Lulla, por meio do BNDES, também deu dinheiro para a AES. O Lulla não moveu uma palha para rever as fraudes em privatizações. Peça satisfações a elle e para os demais partidos de esquerda representados no Congresso. iv) SIVAM: pelo menos na Folha de S. Paulo o assunto não foi esquecido tão cedo, disso eu me lembro. Outra coisa: os EUA não precisam do SIVAM para observar tudo que é feito na Amazônia, no resto do Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo. Nas fotos dos satélites americanos tiradas da Amazônia só deve aparecer fumaça. Tá tudo sendo queimado, como nunca. O PV inclusive já chutou a bunda do partido governista. Um fato curioso: o 1º mapa geográfico moderno do Brasil, confeccionado nos anos 50 do séc. XX e até hoje usado pelas nossas crianças nas escolas, foi feito pelos EUA. v) Submissão internacional: o Brasil só mudou de patrão. Agora quem dá as cartas aqui é o Fidel, o Chávez, a Rússia, a Ucrânia e a China (a cúpula do socialismo internacional). vi) Catacumbas tucanas: ano que vem eles terão grandes chances de sair das catacumbas novamente, propiciadas de mão beijada pelo Lulla e sua tchurma. Pode me chamar de tucano à vontade, sr. Rene: não vou mais perder tempo negando que eu o seja. vii) projeto de poder: onde foi que eu disse que isso é primazia petista? viii) Cacciola: o Cacciola do PT é o Banco Rural. Como se vê, nada mudou. ix) Apagão, crise cambial, país quebrado em 1998: concordo com o senhor.
Sergio  ..., ... (.../SP)
Enviado em 11/8/2005 às 10:32:32 AM
...
Eu pedi para o senhor "sair do site", caro Alex? Mais uma prova de que você lê X e entende Z... E com ofensas, mais uma vez.
Rene  Guedes, Engenheiro (SBC/SP)
Enviado em 11/8/2005 às 8:30:32 AM

Sr. Alex, A resposta dada pelo prof. Sérgio, dada à sua colocação precisa, encerra o debate...O que sr. escreve é o tremor de quem sentiu o peso intelectual de alguém mais sofisticado, que não margeia e baliza suas interpretações pelos semanários já citados neste espaço. Parece também que o Sr. tem uma indisfarçavel perda de memória. E não me refiro somente aos escãndalos de compra de voto, deste e do "finado" outro governo. Poderíamos também aludir casos que foram esquecidos, de maneira célere pela imprensa. Seriam eles: - O projeto Sivam e a maneira suspeitíssima de como a Thompson Matra Francesa foi preterira pela concorrente americana. Detalhe: 1 Bi de dólares gastos e....os códigos fontes não são nossos...ou seja...cada passo da FAB na amazônia é seguido de perto... - Os escândalos dos socorros aos Banquinhos do Sr. Cacciola, que hoje anda tranquilamente de vespa pelos becos de Roma.. - As privatizações " suspeitas ", das quais destaco a eletropaulo..paga com dinheiro do BNDES para finaciar a AES...quaSE falida...Para não falar nas rodovías paulistas,como a Viaoeste, que tem entre seus sócios, curiosamente, o filho do finado Mário Covas... Olha...além disso, o fracasso tucano na gestão comprada de oito anos também foi, diferente do que se campeia na mídia, um fracasso gerencial...O apagão foi um escãndalo, transformando o país num vaga-lume, a extrema submissão do país nos assuntos internacionais e nos fóruns de negociação apropriados... Para terminar...o tão decantado " projeto de poder" de Dirceu não é uma primazia petista. O sonho delirante de se manter pelo menos " 20 anos" no poder foi pela primeira vez proferida pelo também finado Sérgio Motta, vulgo " Sergião", alías, par alguns, criador intelectual do projeto da reeleição forçada....Meu caro, a democracia foi currada em 1998...e de presente, o PSDB E PFL nos deram um país quebrado, crise cambial esta CRIMINOSAMENTE represada para bancar politicamente o resultado da compra da reeleição.... Quem acusa o presidente Lula hoje não tem botas limpas para pisar no carpete da moral e da probidade... Sr. Alex, volte para as catacumbas tucanas...
Alex  Silva, Técnico em Processamento de Dados (São Paulo/SP)
Enviado em 10/8/2005 às 6:54:12 PM
Meu caro Zé Abobrinha
Estou aos prantos aqui porque o senhor não me leva a sério e não me acha inteligente. E também porque não vou atender ao seu pedido de sair do site. Lamento decepcioná-lo.
Alex  Silva, Técnico em Processamento de Dados (São Paulo/SP)
Enviado em 10/8/2005 às 6:43:30 PM
Continuemos...
i) diferença abusiva não implica em que o menor valor seja uma quantia desprezível, o "só" continua por sua conta; ii) fatos gritantes: R$ 5 milhões para o filho do Lulla, US$ 100 mil na cueca, R$ 180 milhões para o PT (ver site da IstoÉ), Delúbio balbuciando na CPI, Lulla antecipando a campanha eleitoral com um discurso demagógico no Nordeste (sob orientação de Duda Mendonça para se dirijir aos descamisados), renúncia de Genoíno, renúncia do presidente do PL, queda de Zé Dirceu na Casa Civil, afastamento de Delúbio e de Sílvio Pereira (ah é, tem o Land Rover dele também), Habeas Corpus preventivos para vários depoentes, o grande advogado criminalista Marcio Thomaz Bastos orientando os membros do governo a assumirem um crime menor (crime eleitoral), saque de R$ 50 mil do deputado João Paulo Cunha, saques para vários deputados de diversos partidos, empréstimo do PT ao Lulla (sendo que a dívida foi paga por um tal de Okamoto), Portugal Telecom; e outros fatos surgirão, eu não tenho dúvida. iii) Carta Capital e Caros Amigos tinham e têm grande penetração entre os formadores de opinião e é isso o que interessa; periodicidade da publicação é o de menos; iv) FHC não aprovou tudo o que quis, a não ser a reeleição e as privatizações; de resto continuamos a passos de formiga e a Terra continua a girar. É verdade, O PT NÃO VOTOU CONTRA TUDO, VOTOU CONTRA QUASE TUDO. Forma proposta equivocada? Do que o senhor está falando? O PT não adotou as reformas de FHC, o governo atual tá na banguela desde 1º de janeiro de 2003. v) Competência e empreendendorismo existem, professor Sérgio. Inclusive entre os empresários dos meios de comunicação. Papai Noel e democracia ideal não existem, professor Sérgio. Lamento desapontá-lo. vi) O que é ser de esquerda? Não sei dizer ao certo. Aliás, nem os esquerdistas sabem. Pergunte ao PSTU e ao PCO se eles consideram o PT, o PPS, o PSB, o PC do B ou o PDT como partidos de esquerda. Pergunte ao PSOL se o PT é de esquerda. O PSDB e o PMDB se consideram de centro-esquerda, o senhor sabia? Agora pergunte ao PT se esses dois últimos são de centro-esquerda. Mas identifico duas características marcantes em boa parte deles: autoritarismo e o ideal socialista de igualdade material entre a população, com a mão pesada do Estado intervindo na Economia e muitas vezes na vida social e cultural. vii) Basta ler a Constituição para se verificar que o PT não tinha o que fazer a não ser se aliar com o maior n. de partidos possível (Legislativo forte e partidos fracos, essa é a nossa realidade). O que não precisava ser feito era pagar R$ 30 mil/mês para cada um votar a favor do Governo. Tinham que negociar, ceder aqui, endurecer acolá. Mas para gente prepotente como os esquerdistas, isso é heresia. Deu no que deu. viii) Elefante cor-de-rosa: se o senhor precisa encher a cara para ver o que não quer, eu sinto muito; viii) Por quê cuidado com a palavra idiossincrasia? ix) Roberto Freire louco para ser ministro de FHC. Vai saber. Mas ele apoiou o Lulla em 2002, no 2º turno. Quando percebeu que nada mudaria na Economia, baixou a guarda e soltou essa do Serra. E pode ser que ele esteja certo. x) Não ignoro a concessão de rádio e TV para políticos. Esse é um problema sério. Mas o senhor acredita que é por isso que o PT e Lulla se encontram em apuros? Tá bom, o M. Valério é criação dos concessionários que não gostam do Lulla. Francamente... xi) Não tem ninguém segundo os meus padrões que se habilite. Voto no menos pior. Gente com vergonha na cara eu conheço vários, mas eles precisam se candidatar. xii) Lulla e FHC: se os dois são corruptos, os dois podem ser comparados sem ponderação. xiii) Não me surpreende que Delfim Netto seja fabiano. É só olhar a biografia dele. FHC talvez não admita um plano de transição branda para o socialismo para não assustar parcelas da sociedade. E Lulla porque nem deve saber o que é isso. Os "intelectuais" do PT é que cumprem a tarefa de pensar pelo barbudo fantoche. xiv) 600 e poucos representantes? Só isso? Depois sou eu que preciso ler Rousseau, Locke e Hobbes... xv) "Harmonização": eufemismo para o "paraíso na terra". Essa história eu já ouvi.
Zé  das Covi, Trouxa (BH/MG)
Enviado em 10/8/2005 às 6:15:32 PM

Sr. Alex Silva, um cara que gasta seu tempo no sitio Kibe Loco não pode ser levado a sério. Por favor volte para o Kibe Loco e/ou para o Casseta & Planeta. O Sr. não tem inteligência para discutir qualquer outro assunto que ultrapasse as baboseiras veiculadas nestes sitios/programas que desqualificam qualquer cidadão que os acompanham. Poupe-nos de tanta idiotice.
Sérgio  ..., ... (.../SP)
Enviado em 10/8/2005 às 4:49:12 PM
...
i) Claramente, você apontou uma diferença abusiva de 180 para 20. ii) A incompetência política do PT é notória e é você que me vê defendendo-os (PT, governo e Lula); quanto a “fatos que gritam por si”, aponte um só sequer, além do FATO dos 55 milhões destinados a PT e base aliada pelo Marcos Valério; iii) Carta Capital não podia ser comparada a Veja, enquanto revista mensal, nem a Caros Amigos (que, aliás, tem tamanha penetração que só você a citou); iv) FHC aprovou tudo o que quis – inclusive sua reeleição – e tinha a maioria do Congresso na mão, comprando votos ou não; falar de votação CONTRA TUDO o que o governo propôs é ridículo, apesar de concordar com o sistemático. E a FORMA proposta para várias reformas era equivocada e merecia oposição, o problema é adotá-las tais e quais quando se vira governo; v) Competência e empreendedorismo: depois eu que acredito em Papai Noel... E, afinal de contas, o que é “esquerda”? Deixe de sofismas, para vender ou comprados... vi) o PT (repito) deu repetitivas mostras de incompetência política desde antes da eleição, quando trabalhava para compor a tal “base aliada”. Elefantes cor-de-rosa em geral são vistos por quem costuma encher a cara, com birita líquida ou impressa. O Roberto Freire era louco para ser ministro do FHC, a oposição ao atual governo não pode ser por conta da semelhança com o governo anterior. E cuidado com o uso da palavra idiossincrasia. vii) É, Alex, a mídia quase não tem representantes no Congresso, quase ninguém lá na “casa do povo” tem concessão de rádio e TV, seus jornais, etc. viii) O problema é que não é difícil imaginar que FHC e Lula queiram trabalhar pelo povo afinal, “são seres humanos e portanto têm convicções”. Não é questão de achar que estão certos ou não – não eu, que não acredito no modelo -, mas se são diferentes, não podem ser comparados sem ponderação. O problema é meter a mão na sujeira (e adepto a Fabius, no Brasil, admitidamente e por incrível que parece, só Delfim Netto). Aponte alguém, então, que pode ser escolhido o ano que vem para trabalhar pelo povo segundo seus padrões. ix)Eu tiro MINHAS conclusões. Não preciso repetir opiniões, nem majoritárias nem minoritárias. Nem sempre, e talvez até muito raramente, vou estar certo. Democracia precisa ser efetivada, precisa ser direta, sem intermediários, sem 600 e poucos representantes para quase 200 milhões de pessoas (no exemplo brasileiro) que “são seres humanos e portanto têm convicções e interesses”; não pode haver benefício pecuniário significativo para quem exerce função pública administrativa - que também não pode ser atividade exclusiva, há que ser paralela, de aptidão pessoal e de devotamento. Continue acreditando no Estado, boa sorte, mas não esqueça de Locke, Hobbes e Rousseau, procure saber a idéia que tinham os principais pensadores do Estado moderno sobre o próprio. Ah, da superficialidade filosófica, um grande drama das ciências humanas desde meados do milênio passado é o conflito entre liberdade e igualdade. Nenhuma experiência hoje conseguiu harmonia entre as duas. Para quem prefere escolher uma das duas, tudo bem; eu continuo perseguindo a harmonização, porque não acredito que a história já tenha se esgotado. E não dá pra continuar discutindo enquanto o sr. insistir em argumentar vendo em mim um rótulo (“esquerdista”, “petista”, “totalitário”, “comunista”, “socialista”, “coletivista”...)
Alex  Silva, Técnico em Processamento de Dados (São Paulo/SP)
Enviado em 10/8/2005 às 10:42:00 AM
Observações
Prezado professor Sérgio, i) "só" R$ 20 milhões está por sua conta; leia a minha resposta ao sr. Célio novamente; ii) exageros e denuncismos vazios: existem medidas judiciais para coibir esse abuso; até agora não se tem notícia de o PT estar se defendendo por esses meios; e por quê não o faz? Porque, já afirmei isso antes, os fatos são clamorosos, gritam por si. iii) diferença de tratamento: Carta Capital, desde o começo sempre atacou FHC, sendo semanal ou não. Caros Amigos também. A Folha de São Paulo também, que o diga o sr. Alberto Dines, que foi mandado embora de lá porque foi acusado de tucano por Otávio Frias Filho. iv) boi de piranha: estamos fugindo um pouco do assunto, mas tudo bem. O PSDB e o PFL toparam sim o desgaste das reformas e foram derrotados na maioria delas, às vezes, por gente do próprio partido, que não queria perder privilégios. O PT votou sistematicamente contra tudo que o governo propôs. v) corporações de mídia: sim, acredito na competência e no empreendendorismo e que se pode construir faturamento vendendo assinaturas, jornais, revistas e, principalmente, anúncios publicitários. O que eu não acredito é que esses talentosos empresários da mídia sejam isentos. Isso não existe e nunca existiu. Os repórteres que trabalham para esses tubarões também não são isentos (a maioria é de esquerda). Mas antes de mais nada, todos eles são seres humanos e portanto têm convicções e interesses. O problema é que nem sempre esses interesses são os mesmos da população. Mas para resolver esse conflito de interesses de forma pacífica é que existe a política. Se as ideologias de esquerda não tivessem um viés autoritário, saberiam lidar com esse conflito, sem precisar tentar pôr mordaça em quer que seja, manipular consciências, comprar votos ou sujar as mãos de sangue. vi) governo Lulla: realmente, pouca coisa de relevante foi votada no Congresso nesses últimos anos. Isso se deve por inépcia do partido governante, que até a presidência da Câmara conseguiu perder para Jeguerino Cavalcante. Talvez por isso, em um ato de desespero, o ex-"1º Ministro" Zé Dirceu tenha tentado apelar para o mensalão. O sr. tem o direito de achar que o mensalão não existe. Mas a meu ver, essa postura é o equivalente a não enxergar um elefante, postado bem na sua frente. Na Economia, estamos no 3º mandato de FHC. Nada mudou. Até mesmo gente do PPS já admitiu que Serra - que desprezava Pedro Malan - seria mais oposição à FHC do que Lulla, no quesito Economia (trata-se de uma das muitas idiossincrasias da política brasileira). vii) Lei da Mordaça: se o projeto fosse enviado ao Congresso, acredito eu, teria grandes chances de ser aprovado. Deputados e senadores de todas as colorações ideológicas esfregam as mãos por uma lei dessa. O que fez o governo desistir foi a pressão dos poderosos meios de comunicação. viii) Collor e Lulla, FHC e Maluf: realmente, para esses senhores os fins justificam os meios. Os quatro são capazes de vender a mãe para atingir os seus objetivos. O senhor observou bem: enquanto Lulla e FHC querem implantar o socialismo de molde europeu, na sua forma fabiana (no caso de Lulla, não tão fabiana assim), Maluf e Collor moviam-se mais por interesses pessoais. Mas como é com o MEU $ que os quatro "trabalham" ou "trabalharam", não estou interessado nos objetivos escusos deles. Quero que os quatro vão para a ... e quero também gente no poder que efetivamente trabalhe pelo povo. Isso é possível, não se trata de mera elocubração e nem de ingenuidade. Basta vergonha na cara. ix) superficialidade filosófica: minha ou do senhor? Quero um modelo dessa democracia ideal e aí vai ficar claro quem aqui acredita em Papai Noel. Não me lembro do nome de um certo pensador que tinha uma frase muito boa: "Todos que tentaram implantar o paraíso na terra acabaram por criar um verdadeiro inferno". Basta lembrar dos Gulags, dos campos de concentração nazistas, etc. O Estado tem que propiciar a liberdade suficiente para o povo, de modo que eles desenvolvam suas potencialidades e seu espírito crítico. Liberdade é a chave e não um mero coletivismo, que sempre acaba por deságuar em meia dúzia de tiranos arrancando o couro do resto, tudo em nome dos mais nobres ideais.
Sérgio  Prado, Professor (SBC/SP)
Enviado em 10/8/2005 às 8:53:40 AM
Prolixa réplica
Caro sr. Alex, Não sou petista, até muito pelo contrário, mesmo tendo sido durante muito tempo "acusado" disso. A questão não é a defesa do PT por amor ou conveniência ideológica, tanto que não dá para defender um partido que adota uma linha de ação que antes sempre criticou. Abordei VEJA e IstoÉ e não Carta Capital e Época porque a Carta não era semanal e Época não existia à época da emenda da reeleição de FHC. Seus argumetos são curiosos; primeiro tenta me "desqualificar" chamando-me de "petista de carteirinha". Embora não seja verdade, não me incomoda. Depois, diz que a compra de votos por R$ 200 mil, mesmo que sejam cem parlamentares (puxa!) dá "só" 20 milhões. Que coisa... A crítica não vai a cobertura midiática do atual escândalo: ele está sendo feito, deve ser feito, deve ser concluído - mas não esqueçamos de tomar cuidado com os exageros e denuncismos vazios. A crítica se dirige a DIFERENÇA DE TRATAMENTO, que é notória. Os inocentes e incompetentes do PT chegaram ao governo federal, na minha modesta opinião, defendida desde meados de 2002, para servir de "boi de piranha" na aprovação das ditas reformas, enfrentar o desgaste político e a impopularidade das medidas, algo que o PSDB/PFL não topou assumir. Para ALGUNS setores (e não tem relação com a conversa idiota de "golpe das elites") talvez não valha mais o "risco" de continuar mais quatro anos com o PT, talvez seja mais conveniente escolher alguém mais pacífico aos seus interesses. E deixo-lhe uma pergunta: você realmente acredita que corporações de mídia constróem seu faturamento vendendo assinaturas, jornais, revistas e anúncios publicitários? Você diz que o PT comprou deputados com o mensalão; comprou votos para quê? O que foi votado no Congresso que fazia necessário pagar parlamentares? As reformas que você citou foram apoiadas por PSDB e por PFL - reformas injustas, cruéis e equivocadas NO PADRÃO EM QUE FORAM LEVADAS À CABO PELO PT -, e não por mim; o PT perdeu a Presidência da Câmara para o PP; a dita "Lei da Imprensa", de caráter duvidoso e merecidamente criticada, nem chegou ao Congresso porque seria derrotada. Portanto, sr. Alex, não seja inocente a ponto de acreditar no Mensalão. Claro que houve uma enorme maracutaia, provavelmente com dinheiro público, a história de empréstimos é pra boi dormir, mas a grana foi usada para, na base do Caixa 2, pagar compromissos de campanha dentro dos acordos locais e regionais feitos pelo PT. Aparelhamento do Estado, sim, não tenha dúvida. Mas não sirva de "papagaio de pirata", não transforme uma hipótese (ou mentira) em verdade só pela sua repetição constante... De comparar o caso atual com o do Collor, é ridículo. É descabido comparar pessoas como Lula E TAMBÉM FHC com Collor e Maluf, por exemplo. Na política, fins justificam meios, aceite você ou não. O problema é que os fins de Maluf e Collor sempre me pareceram absolutamente pessoais, e tanto Lula como FHC -e talvez nem enquanto pessoas, mas enquanto representantes de um projeto - representaram e representam projetos de país, concordemos ou não com eles. Do mais, dos regimes autoritários que você abordou, a dita democracia que temos é comparativamente menos cruel; mas é indiscutivelmente melhor uma democracia efetiva e direta, quando ela for efetivamente construída. É superficialidade filosófica acreditar que vivemos num país ou num mundo majoritariamente democrático porque escolhemos "representantes" que não nos representam em nada. E faço-lhe um pedido: leia a imprensa, comentários de leitores, críticas deste ou daquele com isenção e se apegando aos fatos, não ao superficial. E não prejulgue as pessoas pela interpretação pessoal que você faz das linhas que lê.
Alex  Silva, Técnico em Processamento de Dados (São Paulo/SP)
Enviado em 9/8/2005 às 6:52:44 PM
O sr. tem razão: escândalo é escândalo
Prezado sr. Célio, Como o senhor, pago os meus impostos e a corrupção é feita com o nosso dinheiro, o meu e o seu. Portanto, não considero tolerável atos de corrupção, sejam estes à vista ou em prestações. Os dois episódios de compra de votos podem ser comparados evidentemente, embora eu considere mais adequado o paralelo entre o caso Collor e o do Mensalão. E por quê? Pela extensão, pela duração, pela maior gravidade e pelos valores envolvidos. Vamos supor que cem parlamentares receberam R$ 200 mil cada um para votar pela emenda da reeleição. A soma dá R$ 20 milhões, um bocado de dinheiro não há dúvida, ainda mais levando em consideração que à época do ocorrido o dólar valia apenas R$ 1,25. O esquema do Mensalão, até o que se sabe agora, já movimentou cerca de R$ 180 milhões. E se a chantagem do M. Valério for atendida, serão mais R$ 200 milhões. Talvez eu seja suficientemente ingênuo, mas não consigo acreditar que o governo tucano pagava um mensalão para os deputados que não votaram a favor das reformas pretendidas pelo governo FH. Não saiu a reforma da Previdência, a Tributária, a Trabalhista e a Política. A reforma administrativa saiu (parcialmente) pela pressão da crise da Rússia. FHC era acusado de governar por Medida Provisória, já que os projetos de lei enviados ao Congresso eram terrivelmente difíceis de ser aprovados. Quando saíam, a tributária por exemplo, vinham com tantas emendas que acabavam por descaracterizar completamente a finalidade pretendida. Daí o governo desistia e ficava tudo como antes. Legislativo forte com partidos fracos é nisso que dá. Não tenho dúvidas de que a Veja gosta de FHC, daí o tratamento mais duro dado ao PT. Por outro lado, revistas como a Carta Capital e a Caros Amigos simpatizam com a esquerda, representada agora pelo PT, e futuramente pelo PSOL. Também não devemos nos esquecer que a mídia em geral deu apoio ao Lula no início de sua gestão. A diferença de tratamento, portanto, é contrabalançada pelos simpatizantes do PT na mídia. E o professor Sérgio ignorou em seu artigo esse fato. Daí a causa de eu questionar a isenção do autor. Para finalizar, gostaria de dizer que FHC merecia o impeachment no episódio da reeleição. Assim como Lula merece agora pelo escândalo do mensalão.
Célio  Mendes, Bancario (Vitória/ES)
Enviado em 9/8/2005 às 5:23:10 PM
O que é escanda-lo ?
Alex, Corriga-me se estiver enganado, para voce o escanda-lo esta na compra sistematica de votos, se comprar só de vez em quando em uma votação mais dificil pode ? se o valor for R$ 200.000,00 de uma vez va la, mas se for em prestações mensais de R$ 30.000,00 (Hum Magri lembra?) ai não pode é um absurdo, pelo que li do artigo do professor Sérgio, ele faz uma comparação muito apropriada entre o tratamento dado pela midia em dois episodios que podem ser comparados sim senhor, pois tratou-se de compra de votos, e vai me dizer que voce é inocente o suficiente para acreditar que esta pratica se resumiu a compra de votos para a reeleição? antes que me chamem de petista ou lulista declaro de antemão que não sou uma coisa nem outra, mas isso não me faz cego para não ver que a claramente um diferença no tratamento dado pelas publicações citadas entre um e outro episódio.
Alex  Silva, Técnico em Processamento de Dados (São Paulo/SP)
Enviado em 9/8/2005 às 4:26:02 PM
Moral e cidadania
Não sou tucano nem editor de Veja. Mesmo que eu fosse as duas coisas, tenho o direito de dar a minha opinião. Somente um escroque de ditadorzinho como a senhora (suas palavras a denunciam) afirmaria que eu "não tenho moral" para me expressar. A senhora me conhece de onde? Mas não me importo com seu julgamento e tampouco com o seu conceito de cidadania, que parece ser bem distorcido. No texto que coloquei no ar não faço apologia dos semanários. Só não concordo em culpá-los pela desgraça em que o PT se encontra. A culpa não é de Veja e nem de Istoé. Os fatos falam por si. O PT se mostrou tão ruim quanto os partidos que sempre criticou e agora quer posar de vítima, exigindo da imprensa um tratamento benevolente. Esse descaramento seria risível se não fosse trágico.
Ligia  DelPiero, (São Paulo/SP)
Enviado em 9/8/2005 às 3:42:58 PM

O editor de Veja tá respondendo aqui? Sr. Alex, o senhor é tão anacrônico quanto uma máquina de escrever. Defender a linha editorial da Veja e da IstoÉ é assumir publicamente uma estreiteza de pensamento incompatível com a cidadania. Não sou petista, sou apenas uma cidadã querendo que as informações cheguem de forma imparcial ao cidadão, independente de seu posicionamento ideológico. O senhor é tucano até a medula, pelo jeito, e não tem moral nenhuma pra fazer qualquer comentário.
Alex  Silva, Técnico em Processamento de Dados (São Paulo/SP)
Enviado em 9/8/2005 às 12:33:29 PM
Semanários no picadeiro da notícia
O sr. Sérgio Luiz do Prado, provavelmente um petista de carteirinha, adota uma postura um tanto defensiva quanto aos clamorosos episódios que se encontram na pauta dos semanários. Como vivemos no "país da piada pronta", talvez a resposta mais adequada aos comentários do professor da rede pública possa ser encontrada no humor. No Brasil, por incrível que pareça, verifica-se que em não poucas ocasiões os humoristas estão com a verdade. O blog humorístico "Kibe Loco" (http://www.kibeloco.com.br ou http://kibeloco.blogspot.com), na inserção do 30 de julho passado, fez uma comparação de capas de revistas semelhante à do sr. Sérgio. A diferença está nos assuntos postos em paralelo: enquanto o sr. Sérgio compara as recentes capas de "Veja" e "Isto é" com as dedicadas a tratar da compra de votos para a reeleição de FHC dos mesmos semanários , o "Kibe" faz uma muito mais apropriada comparação da cobertura dos atuais escândalos com os da era Collor. Muito mais apropriada porque uma coisa é comprar deputados para uma votação específica e outra é pagar mensalmente um punhado de parlamentares para votar a favor de tudo que o governo propor. Collor, por sua vez, era mandante de um esquema de corrupção que achacava, reiteradamente, empresários com cobranças de propina acima da tabela. Para o leitor que não cai na conversa fiada do "patrimônio ético do PT", "o PFL e o PSDB não têm moral para criticar o PT" ou "a Veja é tucana", fica a impressão de que se ele quiser realmente ler comentários que chamem os fatos pelo nome, sem tergiversações, vai ter que recorrer ao "Casseta e Planeta", "Humor Tadela" ou ao já citado "Kibe Loco" ("A verdade é ácida e o kibe é cru"). Fica-se sem saber se essa realidade é mérito dos humoristas, que não têm o rabo preso com nada, ou se os meios de comunicação em geral - com boa parte dos seus operadores doutrinados desde o colegial a considerarem as ideologias de esquerda como a "pravda" absoluta - faltam com a verdade para tentar salvar a imagem do PT, o bezerro de ouro, a panacéia para todos os males brasileiros. Na minha terra isto se chama fanatismo. Por derradeiro, não adianta "culpar o sistema" pela corrupção petista. Esse argumento é demagogia dos anos 70. Se o sistema democrático ocidental é corrupto, ainda assim, é um mal muito menor quando postos ao lado de regimes totalitários como por exemplo, o de Cuba, Coréia do Norte, China e Arábia Saudita. Os três primeiros, aliás, são considerados bons modelos de governo para boa parte dos petistas. E A IMPRENSA BRASILEIRA NÃO DÁ UM PIO SOBRE ESSE ASSUNTO. O que o professor Sérgio parece não querer é que a merda feita pelo bezerro de ouro não solte um odor fétido, não chame a atenção, não venha a público. O bezerro de ouro pode cagar à vontade, porque está acima do bem e do mal, porque no final das contas ele vai propiciar um futuro de bonança, tranquilidade, fartura e paz. Parafraseando Sartre: o que fede é a merda dos outros... Denuncismo uma pinóia. Fora, Lulla!
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Alceu Nader
* Repórter - Guia 4 Rodas
* Enviado Especial (Roma)
- O Estado de S.Paulo
* Redator - Jornal da Tarde
* Repórter - O Estado de S.Paulo (sucursal ABC)
* Repórter, editor assistente, correspondente (Buenos Aires) - Revista Veja
* Editor, chefe de reportagem - Rede Globo (São Paulo)
* Chefe de Redação - Rede Globo Oeste Paulista (Bauru)
* Professor de Jornalismo Comparado - Unesp (Universidade Paulista) -Campus Bauru
* Consultor - IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas)
* Secretário de Redação - Jornal da Tarde
* Diretor de Telejornalismo - TV Cultura (São Paulo)
* Repórter, redator e editor - Globo Ciência (Galileu)
* Editor, colunista, diretor - Gazeta Mercantil Informações Eletrônicas
* Sócio-diretor e editor-chefe - DeFato Informação & Jornalismo
* Editor de Web - Observatório da Imprensa
* Integrante do Comitê Gestor da Internet - área de imprensa
* Professor-substituto de Jornalismo
* Eletrônico - ECA (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo)
* Editor - Café com Notícia


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